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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

FUNCIONÁRIO PÚBLICO, POLITICO !?

Funcionário Público! Depois político! Antes de fazer carreira política, tinha como única experiência profissional, ter sido ( por escassos anos) professor num liceu. Um estereótipo, da nossa classe política!

Se fizéssemos o exercício de saber quantos individuos, nos últimos 30 anos, não funcionalizados foram membros do Governo de Portugal,...descobririamos coisas muito pedagógicas.!

Não deixa de ser aberrante que o Estado, criado e financiado pelos cidadãos não funcionalizados,( a que se agora se pede que exportem, ou emigrem) para servir os cidadãos em geral, seja governado precisamente por funcionários públicos, que viraram politicos. É no minimo esquizopolitico!

Não admira que o Estado , imaginado para servir, acabe afinal a servir-se e a hipotecar o resto da sociedade!

Quantas pessoas nos grandes partidos ,Primeiros Ministros, Deputados , Ministros , Secretários ... alguma vez tiveram uma empresa própria criada com capitais próprios ?Gostava de ver uma estatística ...

"A sociedade, para viver melhor, cria, como um utensílio, o Estado. Depois, o Estado se sobrepõe, e a sociedade tem de começar a viver para o Estado . Mas, no final das contas, o Estado se compõe ainda dos homens daquela sociedade. Entreta...nto, estes não bastam para sustentar o Estado e é preciso chamar estrangeiros: primeiro, dálmatas; depois, germanos. Os estrangeiros tornaram-se donos do Estado, e os restos da sociedade, do povo inicial, têm de viver escravo deles, de gente com a qual não tem nada que ver. A isso conduz o intervencionismo do Estado: o povo se converte em carne e massa que alimenta o mero artefato e máquina que é o Estado. O esqueleto come a carne que o rodeia. O andaime se torna proprietário e inquilino da casa." Ortega ,1929

 E se ao funcionário público, fosse vedado o "direito" de votar ou ser votado !?  Hummmm...não ouvi nada!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

NÃO HÁ NO GOVERNO UM HOMEM !

Ovalhamedeus,..parece consensual que o problema em Portugal é o excessivo peso do estado. Estado que é um monstro que se auto- alimenta,numa classe média cada vez mais escassa. Cerca de 40% das horas gastas pelos funcionários públicos são gastas em serviços ao próprio estado. Este monstro  de pés de barro  é alimentado pelo défice público e pela irracionalidade da nossa classe politica.

A treta que  mais me impressionou ultimamente foi há dias ter ficado a saber por uma pequena  nota  do jornalista António José Teixiera, que teve o cuidado de ir ver: não há no governo um homem, desde ministros a secretários de estado , um só homem, que não tenha feito carreira na função pública! Sintomático de um país sem arrojo nem ousadia para arranjar saída e soluçoes para uma crise que ameaça gerações.

Na prática assistimos há muitos anos a um engajamento e sindicato dos partidos e dos sindicatos de funcionários públicos, na procura incessante de protagonismo pessoal e politico, à revelia da sociedade civil e do interesse nacional  na busca de soluções, tudo e todos emparelhados a um grande empresariado confederado,que vive há gerações, calado e silenciosamente numa lógica de concessões públicas  e subsidiação do  mesmo estado.

No meio disto está o mexilhão, a dita sociedade civil, a quem se pede todos os dias que salve o País, pequenos pobres e médios empresários, empregadores e empregados, profissionais independentes e liberais, cuja única saída mais evidente continua a ser emigrar... numa versão  moderna internacionalizar-se.
  

Perante isto, parece  não haver dúvidas que a  sociedade civil do país, a tal não funcionalizada, tem que se organizar e cuidar-se,...afinal, quem é que trabalha para quem ? E quem paga?